Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, da Póvoa de Varzim, na vanguarda das novas tecnologias
quarta-feira, janeiro 04, 2012
Desde o início do mês que a Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, da Póvoa de Varzim, disponibiliza aos seus utilizadores um Catálogo Online. Com esta iniciativa é possível ter acesso a mais de 120 mil títulos para consulta, entre os quais livros, CD, DVD e periódicos
O desenvolvimento deste serviço surgiu há três anos, com a escolha do software mais adequado (Horizon), idêntico ao utilizado por várias bibliotecas nacionais, no sentido do acompanhamento do desenvolvimento das novas tecnologias. Foi mais um passo no adeus ao papel e, apenas um mês depois do serviço estar operacional, já se registaram mais de 50 novos leitores, e já foram emprestados mais de 600 livros.
O catálogo bibliográfico inclui os fundos da Biblioteca Municipal, das Bibliotecas de Praia e dos Pólos de Leitura, podendo os leitores, através do seu computador, ter acesso às novidades, ao horário, às normas do empréstimo e ainda as colecções especiais como Biblioteca Particular "Rocha Peixoto" e Fundo Local.
Manuel Costa, director da Biblioteca, refere que esta tem acompanhado o desenvolvimento das novas tecnologias, tendo sido uma das primeiras a nível nacional a ser informatizada. "Fomos evoluindo, os equipamentos foram-se tornando obsoletos e houve necessidade de modernizar os sistemas de pesquisa. Tudo o que temos na biblioteca está tratado em base de dados devidamente informatizados. O que nos faltava era ter o catálogo online" e acrescenta que a disponibilização deste serviço "representa uma verdadeira revolução no serviço principal que uma biblioteca presta, que é, para além de dar livre acesso a todos os fundos, permitir que o utilizador, de uma forma autónoma, possa saber o que temos e possa levar e trazer de uma forma rápida e confortável", já que a pesquisa e as reservas podem ser feitas em qualquer lugar com acesso à rede.
No mesmo sentido foi lançada também uma página da Biblioteca no Facebook, mantendo-se, assim, online e a partilhar informação com os utilizadores ao minuto. "O facto de estarmos online é muito importante porque a maior parte da informação que as pessoas hoje recolhem é na internet e nas redes sociais", defende Manuel Costa.
A ideia da informatização e disponibilização da informação online partiu do mandato de Manuel Lopes, adepto das novas tecnologias, sendo na altura, a biblioteca da Póvoa, uma das primeiras a ter site na Internet para divulgar as actividades e dar acesso às informações. "Era um sonho de Manuel Lopes", recorda Manuel Costa, apontando as potencialidades: "é amigo do ambiente e podemos ver em qualquer sítio, hora, pesquisar sobre tudo o que existe".
Produção de conteúdos online é o próximo passo
Não obstante ter disponibilizado agora este moderno serviço, já se pensa no próximo passo, que consiste em associar conteúdos online, trabalhando directamente no digital. No mesmo sentido, está já a ser projectada a disponibilização da imprensa poveira online. Estes são os projectos para os próximos anos, segundo revelações de Manuel Costa.
Utentes encaram serviço de forma positiva
Fernando Souto confessou ser um utilizador assíduo da Biblioteca Rocha Peixoto e revelou que consultou este novo serviço por curiosidade. "De facto é algo a pensar no futuro. A biblioteca, apesar de conter o passado, tem também presente e futuro. Acompanha os desenvolvimentos e está com perspectivas de futuro".
O utente sublinha que o serviço é acessível do ponto de vista mental e de poupança de meios, e se evitam visitas à biblioteca em vão. "Temos de nos deslocar fisicamente mas podemos consultar antes para saber se existe o livro, se está requisitado, ou quando estará disponível".
Como utilizador frequente da imprensa local, para Fernando Souto, esta é uma grande vantagem porque "não se estraga o documento, não nos sujamos e temos uma facilidade em recorrer a cópias".
Lurdes Adriano, uma das dinamizadores do projecto, revelou que este resulta de um grande esforço da parte da equipa, referindo que certos procedimentos tiveram que ser totalmente remodelados.
No mesmo sentido, a bibliotecária defende que agora é possível traçar perfis específicos dos utilizadores, pois "este sistema permite perceber, com rigor, quais são os livros mais requisitados, as áreas de maior interesse para os utilizadores, podendo-se desocupar estantes pouco requisitadas com livros novos e novidades de interesse para os leitores". Ao mesmo tempo, é possível saber o número de empréstimos, de utilizadores que fizeram pedidos, assim como quais são os livros mais requisitados.
Análise estatística das Bibliotecas Públicas e Escolares de Portugal, entre 1960 e 2003
segunda-feira, dezembro 12, 2011
O programa 'Nós Portugueses', da RTP, de 28/11/2011 efectuou uma análise estatística das Bibliotecas Públicas e Escolares de Portugal, entre 1960 e 2003, a partir dos dados da Pordata.
A Biblioteca, a 183ª biblioteca a integrar a Rede Nacional das Bibliotecas Públicas (RNBP) tem um tipologia BM1. Está instalada num edifício concebido de raiz e divide-se em dois pisos.
Na piso de usufruto público situam-se os espaços adultos e infantil/juvenil com as seguintes áreas: empréstimo, consulta local, periódicos, auto-formação e audiovisual (com escuta e visionamento locais). Na secção de adultos, a zona de periódicos, destinada à leitura de jornais e revistas, possui uma extensão para o exterior, permitindo a fruição da paisagem. Integra também espaços polivalentes para actividades tão diversas como a Hora do Conto, jogos educativos, audições colectivas, projecções, colóquios, exposições, entre outros. Ao nível inferior ficam localizados os serviços internos.
Estes espaço de utilização colectiva, aberto a novos valores e novos usos, pretende ser um recurso significativo para as crianças em idade escolar, mas também para os jovens e todos os cidadãos em geral.
A cerimónia inaugural contará com a presença da Directora Geral do Livro e das Bibliotecas, Paula Mourão, para além do Presidente da Câmara Municipal, Sr. Aristides Lourenço Sécio e demais representantes dos órgãos do município e de outras entidades locais.
Para além do descerrar da lápide alusiva, que acontecerá após actuação da Banda Filarmónica 1.º Dezembro de Pragança, está previsto um momento de discursos, seguido de uma visita às instalações bibliotecárias, incluindo ainda o programa inaugural a apresentação de um livro recém-editado, da autoria da escritora Isabel Pereira Rosa, oriunda da Tojeira (Vilar, Cadaval).
Com efeito, a biblioteca anterior existente não respondia às necessidades actuais, constituindo um espaço muito limitado e sem condições para dar resposta à missão da biblioteca da actualidade. O novo edifício fica localizado junto ao Centro Escolar do Cadaval, nas imediações do Parque de Lazer do concelho.
A Biblioteca, a 182ª biblioteca a integrar a Rede Nacional das Bibliotecas Públicas (RNBP) tem um tipologia BM2. Está instalada num edifício concebido de raiz, com cerca de 2 mil m2, e está dividida em dois pisos.
No piso 0, no Átrio existe uma cafetaria e uma zona de recepção e acolhimento, onde os munícipes poderão solicitar impressões em Braille, a emissão do cartão de leitor e requisitar fotocópias. Podem também aceder ao catálogo informatizado da Biblioteca, e consultar os periódicos disponíveis no local. Neste piso, encontra-se também uma Sala Polivalente, destinada à realização de conferências, exposições e outras actividades de âmbito cultural, e uma Sala de Leitura Infantil, destinada aos mais novos.
O piso 1, por sua vez, é totalmente ocupado pela Sala de Leitura Fernando Morais Rodrigues, onde poderão ser consultadas publicações em diversos suportes, desde periódicos (jornais e revistas), até livros (inclusive em Braille), cd-audio, cd-rom e dvd (audição de música evisionamento de filmes, etc) . É ainda facultado nesta sala o acesso a tecnologias de informação e comunicação, nomedamente a internet.
A nova Biblioteca tem com objectivos essenciais criar e fortalecer hábitos de leitura desde a primeira infância; facilitar o acesso dos munícipes a um conjunto de recursos informativos diversificado e actualizado (desde livros, a periódicos e a audiovisuais) ; promover acções de divulgação e animação cultural, apelando a uma participação activa e dinâmica, proporcionando condições que permitam a reflexão, o debate e a crítica; e desenvolver actividades que contribuam para a ocupação dos tempos livres da população, de forma enriquecedora
Para além de facilitar o acesso à mais variada informação, a Biblioteca Municipal apresenta uma abrangente programação cultural. O mês de Setembro será marcado pela actuação do Grupo Artelier (artes de rua), no dia 15, e pela peça de teatro “A Gargalhada de Yorick”, pela companhia Teatro Instável, no dia seguinte. A Biblioteca Municipal será ainda palco do espectáculo infantil “Karingana Blues”, pelo grupo Bica Teatro (dia 17), e das peças de teatro infantil “História do Sábio Fechado na Biblioteca”, da companhia Pé de Vento (dia 19) e “Estórias do Sr. Cão”, do grupo Pouco Siso (dia 23). Para além disso, todas as segundas, terças, quintas e sextas-feiras, às 17h00, serão realizadas sessões de contos para os mais novos.
A Biblioteca recebu o nome de António Vicente Campinas, poeta e prosador algarvio, autor do romance “Fronteiriços” e de uma vasta obra literária, também publicamente conhecido pelo seu poema “Cantar Alentejano”, escrito em honra de Catarina Eufémia.
Fonte: Câmara Municipal de Vila Real de Santo António
Biblioteca Municipal Trindade Coelho, de Mogadouro, vai ser inaugurada dia 10 de Setembro
terça-feira, setembro 01, 2009
Vai ser inaugurada dia 10 de Setembro de 2009 a Biblioteca Municipal Trindade Coelho, de Mogadouro. A biblioteca, integrante da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP), de tipologia BM1, dispõe de um conjunto articulado de espaços públicos, nomeadamente salas de leitura para adultos e infanto-juvenil, sala de animação infantil, sala polivalente destinada à realização de exposições, colóquios, encontros com escritores, etc. Trata-se de um edifício de traçado contemporâneo, projectado pelo arquitecto Victor Mogadouro,
A nome da biblioteca honra o escritor Trindade Coelho (1861-1908), natural de Mogadouro. Prevê-se que o espólio literário do escritor actualmente localizado no Museu Abade de Baçal, em Bragança, venha a ser integrado na biblioteca.
O edifício dividido por 4 pisos, com cerca de 2496 m2 de área total, possui um mobiliário moderno e funcional, recantos acolhedores, uma vasta área dedicada à infância e juventude, aos adultos e aos utilizadores em geral, em harmonia com as novas tecnologias de informação, transformando a nova Biblioteca Municipal num espaço apelativo e moderno.
A Biblioteca Municipal Manuel Alegre pretende ser um lugar ideal para o encontro e a descoberta, onde vai oferecer matéria de sonho, encantamento e investigação, excelência e modernidade, numa dinâmica de oferta global de serviços de valor informativo, educativo, cultural e social acrescentado, enquadrando-se na política que a autarquia implementa no concelho.
Assim, o novo edifício dispõe de uma área pensada para os mais novos com a secção infantil, a sala do conto, o espaço infantil, mas também para os jovens com as zonas de leitura juvenil ou a secção audiovisual. A nova biblioteca oferece ainda uma secção destinada aos adultos com a secção multimédia, a secção vídeo-aúdio, a secção de periódicos, (jornais e revistas) as zonas de leitura e a área de auto-formação de adultos. Na Biblioteca Manuel Alegre poderá igualmente encontrar os espaços internet, a sessão multimédia, a sala de trabalhos de grupo, o posto de consulta bibliográfica, a sala polivalente, entre muitas outras zonas funcionais destinadas a todos os utilizadores.
As tecnologias de informação assumem-se neste projecto como um estímulo e como instrumentos essenciais ao serviço da missão e objectivos da Biblioteca Municipal de Águeda. Este projecto teve como principal objectivo assegurar a máxima sustentabilidade dos serviços da Biblioteca Municipal Manuel Alegre, com a instalação de infra-estrutura de rede e sistemas informáticos, assim como a construção de uma rede de bibliotecas no Concelho, previstas nos projectos camarários. Na sua elaboração, a Autarquia procurou garantir uma total integração no projecto informático global existente na Câmara Municipal, quer ao nível lógico, quer ao nível físico.
Enquanto espaço público, a Biblioteca pretende oferecer serviços que respondam às reais necessidades dos cidadãos que a procuram, desde o direito básico à informação e ao conhecimento, passando pela alfabetização informacional e tecnológica à educação ao longo da vida, constituindo-se, simultaneamente, como um espaço de debate e inquietação cultural, dando um particular ênfase à sua função de espaço propício à inclusão de todos os cidadãos, à sua plena integração social, bem como privilegiar a sua relação institucional com os demais parceiros sociais.
O edifício projectado pelo arquitecto Alcino Soutinho situa-se junto ao Fórum Municipal da Juventude (que funcionará interligado com a Biblioteca). O nome da biblioteca é uma em homenagem ao poeta nascido neste concelho em 1936. O horário de funcionamento é das 10h00 às 19h00.
Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, da Amadora, é inaugurada dia 19 de Junho
sexta-feira, junho 05, 2009
Inaugura no próximo dia 19 de Junho a Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos. As novas instalações da biblioteca da Amadora possuem um sector destinado ao público infantil e juvenil (que inclui sala do conto e espaço para a realização de ateliês de expressão) e outro sector para o público adulto. Dispõem ainda de um Espaço Internet, um auditório e espaços de exposições.
A colecção da biblioteca reúne cerca de 85 000 documentos, entre livros, jornais, revistas, CD e DVD, para consulta presencial e empréstimo domiciliário.
A biblioteca recebe o nome de Fernando Piteira Santos, em homenagem ao historiador, jornalista, tradutor e activista político, natural da Amadora, que legou a sua biblioteca pessoal ao Município. Este legado constitui um fundo especial composto por mais de 15 000 obras, nas áreas da literatura, política, história, religião e filosofia.
Tratando-se de um concelho com uma forte ligação ao universo da banda desenhada – organiza anualmente o Festival de BD da Amadora – a biblioteca inclui ainda um fundo especial de banda desenhada, com mais de 10 000 livros e obras de referência.
Exposição de livros de autores portugueses que foram traduzidos noutros idomas, decorre na Biblioteca Pública de Braga de 23 de Abril a 29 de Maio
quarta-feira, abril 22, 2009
A Biblioteca Pública de Braga, unidade cultural da Universidade do Minho, apresenta, entre quinta-feira e 29 de Maio, uma exposição bibliográfica intitulada "Babel na Biblioteca" com traduções de obras de autores portugueses, anunciou esta quarta-feira fonte da instituição citada pela Agência Lusa.
De acordo com a referida fonte, a exposição (que serve para comemorar o Dia Mundial do Livro) vai mostrar 125 obras de autores portugueses traduzidas para 15 diferentes línguas existentes nas suas colecções. A mostra pode ser visitada no átrio da Reitoria da Universidade do Minho (UMinho), no Largo do Paço, nos dias úteis.
As línguas mais representadas são o francês com 45 títulos, o romeno com 17, o inglês com 15 e o espanhol e o italiano com 12 cada, mas também há livros em alemão, búlgaro, checo, chinês, croata, dinamarquês, galego, húngaro, latim e paquistanês.
O autor mais traduzido nas colecções da biblioteca é Fernando Pessoa, com 18 títulos, seguindo-se Luís de Camões com nove, José Saramago com seis e Eugénio de Andrade com cinco. De entre os escritores com ligações ao Minho estão obras de Francisco Duarte Mangas, José Manuel Mendes e Vergílio Alberto Vieira, para além de Camilo Castelo Branco.
No total, são 56 os autores de que se apresentam traduções. É ainda de assinalar a existência de oito antologias de poesia e duas de ficção. A edição mais antiga é de 1653, uma tradução de «Os Lusíadas» para italiano, feita por Carlo Antonio Paggi.
Quinta-feira, 23 de Abril, Dia Mundial do Livro, a Biblioteca Pública de Braga, como vem sendo habitual, oferecerá alguns livros (fundos editoriais e duplicados) a quem a utilizar.
Espólio de Pessoa em vias de ser classificado como Tesouro Nacional
O espólio de Fernando Pessoa encontra-se já em fase de classificação, tendo a Biblioteca Nacional (BN) considerado que se trata de material com valor de "Tesouro Nacional".
Essa conclusão foi publicada em Diário da República, dia 17 de Abril, decorrendo agora o prazo de 20 dias úteis para que todos os interessados se pronunciem. Após essa data, recordou Jorge Couto, director da BN, «será elaborado o projecto de documento - classificação como bem nacional ou como tesouro nacional - que o Ministério da Cultura [MC] submeterá a Conselho de Ministros, seguindo-se a promulgação do Presidente da República».
A BN tem em sua posse «mais de 27 mil documentos», incluindo um lote que foi a leilão em 2008 e sobre o qual o MC exerceu direito de preferência, com um apoio da REN de cerca de 150 mil euros. «Na posse de particulares há cerca de uma centena de documentos e os herdeiros têm alguns milhares de folhas», adiantou Jorge Couto. Após a classificação nenhum desse material poderá ser exportado, só saindo do país (para exposições, por exemplo) com autorização da BN.
Ministério da Cultura exerce poder de compra, mercê ajuda de mecenato, sobre espólio de Fernando Pessoa. Espólio já se encontra na Biblioteca Nacional
quinta-feira, dezembro 11, 2008
"Os 14 lotes do espólio de Fernando Pessoa, de um conjunto recentemente leiloado, já se encontram na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), depois de o Ministério da Cultura ter exercido o seu direito de preferência.
A compra, no valor de maisde 158 mil e 538 euros, foi feita graças ao contributo mecenático da REN - Rede Eléctrica Nacional.
Numa conferência de Imprensa, ontem realizada na BNP, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, especificou que os documentos adquiridos "foram aqueles que, de acordo com indicações de peritos da própria BNP, foram classificados como relevantes".
Os lotes em causa faziam parte de um conjunto de 39 que, a pedido da família do poeta, foram a leilão em Lisboa, no passado dia 13 de Novembro. O leilão, logo objecto de acesa polémica, acabou por se realizar. Segundo o ministro da Cultura foi a própria família do poeta que manifestou interesse em que o Estado assegurasse o direito de preferência. Pinto Ribeiro adiantou que, por razões de segurança e cautela, «entendeu-se por bem que se deveria classificar todo o património do poeta com interesse bibliográfico».
O ministro admitiu que, entre os lotes entretanto retirados do leilão, «há alguns com documentos classificados ou em vias de classificação».
Depois de a BNP ter indicado quais os documentos que deveriam ser adquiridos, o processo foi concretizado estando agora sob os seus cuidados. Irá inventariar, tratar e digitalizar os documentos em causa, disponibilizando-os depois ao acesso público através da sua página na Internet.
O ministro recordou que a BNP «tem guardado o espólio de muitos dos grandes autores portugueses. Ainda recentemente as famílias de José Cardoso Pires e de Jorge de Sena doaram todo o espólio destes autores para que aqui ficasse depositado ».
Agora, no caso da aquisição de documentos de Fernando Pessoa, que deste modo vão engrossar o acervo já existente, desde 1969, na BNP, há a destacar, segundo Jorge Couto, director da instituição, um valioso conjunto de manuscritos entre os quais os constantes no Lote 39, que dizem respeito a um célebre caso que na época encheu páginas de jornais, referentes ao mágico Aleister Crowley . O dossier, com mais de 300 folhas, é muito diversificado e inclui textos de Pessoa para a redacção da novela inacabada com projecto de título "The Mouth of Hell" e tradução do próprio de "The last spell" (O último sortilégio), e textos sobre o suposto suicídio de Aleister Crowley na Boca do Inferno (Cascais).
"Nuevo Tesoro Lexicográfico del Español (S. XIV-1726)" possui 1 milhão de entradas e contém terminações em Português
quarta-feira, dezembro 10, 2008
A história de cem mil palavras da língua espanhola, desde o século XIV até 1726, está reunida no "Nuevo Tesoro Lexicográfico del Español (S. XIV-1726)", considerada uma obra sem precedentes nos idiomas românicos e que hoje foi apresentada em Madrid.
Da autoria dos catedráticos Lidio Nieto Jiménez e Manuel Alvar Ezquerra, a publicação, que contém terminações em Português, retrata em 11 volumes, e em mais de 11 mil páginas, a evolução das palavras.
Para este trabalho, que se socorreu de todos os dicionários e glossários «mais ou menos completos» desde o século XIV até 1726, data apontada para o início da "lexicografia oficial", o investigador Lidio Nieto dedicou 21 anos da sua vida.
A obra, para a qual os autores tiveram de pesquisar informação em bibliotecas espanholas, europeias e da América, tem um milhão de entradas, já que apresenta todas as variantes de cada palavra.
Parte do período abrangido na publicação coincide com a expansão do Império espanhol e aos seus autores surpreendeu-os o «conhecimento da língua e a riqueza lexical que havia na altura».
Além do Espanhol e do Português, o "Novo Tesouro Lexicográfico" inclui palavras em Latim, Árabe, Hebreu, Galego, Basco, Catalão, Francês, Italiano, Neerlandês, Alemão e Inglês. O custo total da obra em formato impresso ronda os 800 euros.
A Biblioteca Municipal Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, de Celorico de Basto possui no momento cerca de 134 mil livros. Como a população no momento no concelho é de cerca de 19 800 habitantes isso dá 6,7676(76) livros por habitante. Depois de Lisboa, Coimbra, Porto, Mafra, Évora, Braga, Angra do Heroísmo e Funchal ajuízo que será o concelho com maior média deste tipo. E a biblioteca possui mais de 6 mil utilizadores inscritos. Grande parte dos livros foram doados pelo Prof. Marcelo Rebelo de Sousa ou seus amigos.
Outras bibliotecas do país, menos apetrechadas para o universo de pessoas que servem, têm requerido ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa que também lhes envie livros, mas praticamente tudo o que o Prof. doa vai para a Biblioteca M. de Celorico de Basto.
(uma pilha alta de livros chama a atenção. Cinco pilhas mais baixas de livros já passam (mais) despercebidas)
Sobre a nova Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, da Guarda
quarta-feira, dezembro 03, 2008
A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, da Guarda, a inaugurar dia de aniversário, a 27 de Novembro, um dos equipamentos culturais mais aguardados e que fechará o chamado “triângulo cultural” também constituído pelo Teatro Municipal da Guarda e pelo Centro de Estudos Ibéricos, promete dar novo fôlego à cultura na Guarda. O equipamento custou 1,7 milhões de euros. De realçar os cerca de três mil livros da colecção particular de Eduardo Lourenço e de alguns textos manuscritos do ensaísta que também vão integrar o espólio da nova biblioteca e que foram oferecidos pelo próprio no dia em que fez 85 anos (23 de Maio de 2008). Trata-se de um conjunto de livros que o ensaísta seleccionou de entre várias obras que lhe foram oferecidas, algumas das quais com dedicatórias e textos manuscritos, nas áreas da Filosofia, da História, das Artes e da Literatura.
Salas vão ter nome de obras de Eduardo Lourenço A nova biblioteca da cidade fica situada na Quinta do Alarcão, “paredes-meias” com a Alameda de Santo André e junto ao edifício do Centro de Estudos Ibéricos, na Rua Soeiro Viegas. O local vai assumir-se como um autêntico parque cultural e de lazer, uma vez que junta duas estruturas culturais da cidade que na sua envolvente têm uma importante mancha verde de pinheiros e azevinhos e um pequeno auditório ao ar livre, bem como vários percursos pedestres. Em suma, uma reserva de potencialidades ambientais e lúdicas que pretende estabelecer uma relação forte entre a Alameda de Santo André e as Ruas Soeiro Viegas e Alexandre Herculano. O edifício da nova biblioteca apresenta-se em dois pisos, ficando o primeiro reservado ao público mais jovem, com uma zona de leitura informal, um recanto com sofás e uma pequena sala para actividades de leitura, algumas das quais a decorrer nas tardes dos Sábados. Todos os espaços na nova biblioteca vão ter o nome de obras de Eduardo Lourenço: no caso da secção do público mais jovem, a sala será denominada de “Nós como futuro”. No mesmo piso encontramos uma sala polivalente denominada de “Tempo e poesia” que irá acolher debates, colóquios, projecções e exposições, e ainda um pequeno bar, acessível ao público. No segundo piso vão funcionar as áreas de trabalho, o sector técnico e administrativo e a secção de adultos intitulada de “A nau de Ícaro”. Esta sala está subdividida em secções de consulta de periódicos e aprendizagem à distância. A zona está equipada com computadores, contando com 32 lugares de consulta, seis dos quais com equipamento multimédia e audiovisual. Na zona da cave vão funcionar as secções de manutenção e restauro de documentos, o depósito central e a Livraria Municipal, que funcionou até à data no edifício da Câmara Municipal da Guarda. Recorde-se que esta livraria surgiu em Março de 2003 com o objectivo de proporcionar maior visibilidade aos autores e às colectividades do concelho e do distrito da Guarda com obras editadas. Poesia, prosa, ficção ou história, o leque das ofertas é variado. Com lugar na nova biblioteca, a autarquia espera que a Livraria Municipal ganhe mais projecção, tornando-se num espaço de divulgação cultural ainda mais activo, onde se podem encontrar várias edições (em forma de livros, DVDs ou CDs) de autores do Distrito, mostrando a capacidade criativa das gentes da Guarda.
Os livros Todos os livros que estavam no antigo edifício da biblioteca (Solar Teles Vasconcelos), tanto os que faziam parte da Biblioteca Municipal, como os da ex-Biblioteca Fixa nº41 da Fundação Calouste Gulbenkian, tiveram que passar por um longo processo de desinfestação e limpeza e, nalguns casos, houve mesmo que reencadernar algumas edições. Trata-se de um processo extremamente moroso e que, a par do inventário e catalogação informática de todo o espólio da Biblioteca Municipal, dificultou, e muito, a transição dos livros para a nova biblioteca da cidade. Recorde-se que a Biblioteca Municipal da Guarda tem 128 anos e um fundo muito grande de livros. Para a nova biblioteca, Ana Pessanha, a directora da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, seleccionou parte do fundo existente, que teve que ser tratado, e foram comprados livros novos. «Assim que forem sendo tratados, vão ser expostos ao público», refere a directora. «Uma das boas surpresas que tivemos com este fundo foi o riquíssimo património de jornais», refere Ana Pessanha, a trabalhar na mudança de casa desde meados Novembro de 2007. Já o estado em que os periódicos se encontravam, uma vez que a sua consulta era facultada directamente ao público, foi uma das causas de preocupação. «Em Janeiro apercebi-me que havia um problema grande com os jornais quando me desloquei à Biblioteca Nacional com alguns funcionários. O objectivo era mais o de ver como era feita a encadernação dos jornais e foi então que me apercebi que eles estavam muito mal tratados; eram fotocopiados, consultados, emprestados e o seu desgaste era enorme!», conta. Como consequência imediata, os jornais foram entregues a duas funcionárias que começaram o seu tratamento de conservação. «Logo que esse trabalho esteja concluído, os jornais serão digitalizados e será dessa forma que o público os poderá depois consultar», adianta. Nas estantes da nova biblioteca vão estar, no dia da inauguração mais de 16 mil livros. «16 mil é o número que temos até ao momento (22 de Outubro) prontos para ir para as estantes. A 27 de Novembro deverão já estar mais livros dos que estão em fase de desinfestação. Estamos também à espera de uma grande encomenda de títulos novos, que deverá chegar nos próximos dias, mas, para já, 16 mil é o número que temos», refere. Os novos livros adquiridos para a Biblioteca têm públicos muito abrangentes. «Uma biblioteca tem que ter em conta a preferência dos utilizadores. E nos últimos anos não havia a noção exacta do perfil de quem requisitava os livros e por isso apostámos num pouco de tudo: Literatura, Ginástica, Jardinagem… completámos obras, e adquirimos sobretudo temas que nos pareceram interessar às pessoas, com informação imediata, porque para os investigadores nós já tínhamos obras».
Uma biblioteca para públicos dos 8 aos 80 A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço quer apostar no público familiar. A ideia é que avós e netos ou filhos e pais possam usufruir do espaço. «Enquanto os mais velhos tomam café e lêem o jornal ou uma revista no nosso bar, as crianças que os acompanham podem deslocar-se à sala jovem “Nós como Futuro”, onde para além do contacto com as obras, as crianças podem ouvi-las na sala do conto, uma sala onde aos Sábados vamos fazer actividades de leitura», explica Ana Pessanha. A Biblioteca pretende atrair o público infantil e é mais fácil fazê-lo através da família do que através da escola, «pelo menos achamos que tem outro peso a criança vir à biblioteca com os pais ou com outros familiares», justifica a bibliotecária. O dia escolhido é o Sábado à tarde. Ana Pessanha refere que cativando as famílias é mais fácil criar hábitos de leitura nas crianças. De qualquer forma, existe já um plano de trabalho com as escolas e com os professores. Logo após a semana da inauguração, a biblioteca conta receber as crianças do ensino pré-escolar e do 1º ciclo do ensino básico. «A ideia é mostrar-lhes as instalações e o espaço que foi criado para elas». Por outro lado, a Biblioteca Eduardo Lourenço endereçou um convite às escolas para que os estabelecimentos de ensino dos 2º e 3º ciclos elaborassem um horário de visita ao espaço, estando previstas depois várias actividades de leitura que decorrerão no 2º período lectivo. Para já, esta actividade envolve mais de 30 professores e prevê a visita ao espaço na hora do estudo acompanhado dos alunos. «Queremos envolver os professores em todas as actividades a realizar e por isso antes de iniciar a série de visitas está prevista uma reunião. Sabemos que os grupos e os interesses de cada turma são diferentes e por isso queremos falar com os professores antes». Nestas actividades, para além da visita ao espaço, está prevista também formação do utilizador. «Queremos mostrar-lhes como podem utilizar o espaço e chegar à informação», explica a directora da biblioteca.
O Cartão de leitor e os vários suportes de informação Logo após a abertura, a nova biblioteca vai proceder à edição de novos cartões de leitor. Cada utilizador passará a ter os seus dados processados em formato digital numa ficha com toda a informação necessária. Após o preenchimento desses dados é editado o cartão e é-lhe atribuído um número, que dará acesso à requisição de livros na biblioteca, sendo o serviço totalmente gratuito. Cada leitor pode requisitar três livros de cada vez. Quanto ao prazo de entrega, ainda não está definido, mas a directora explica que logo que é feita a requisição «é entregue um talão com o livro, onde estará definida a data de entrega, para a pessoa não se esquecer de o devolver». A par de livros, DVDs, CDs e jornais, a biblioteca vai ter também outros suportes informativos como é o caso da fotografia. Neste novo espaço cultural ficará organizado o arquivo fotográfico da cidade, acessível em formato digital a partir dos postos de informação dos computadores. «Se um utilizador fizer uma pesquisa na nossa base de dados sobre toponímia, para além de livros, ou artigos de jornal, de um ficheiro de áudio ou vídeo, poderá também encontrar fotografias sobre o mesmo tema», explica Ana Pessanha. Expectante em relação ao número de pessoas a utilizar o espaço da nova biblioteca nos próximos meses, Ana Pessanha diz que o maior objectivo é cativar público. «Queremos ter o maior número de pessoas possível a visitar o espaço. Por outro lado, há ainda muito trabalho a fazer na inventariação, catalogação e no tratamento de informação, e é também nisso que vamos trabalhar nos próximos tempos».
A Directora da Biblioteca Há 29 anos a trabalhar em bibliotecas, Ana Pessanha passou pela Comissão de Coordenação da Região Centro, em Coimbra, a sua cidade natal, e esteve na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu. É licenciada em História, com especialização em Arqueologia na Universidade de Coimbra. Depois, pós-graduou-se em Ciências Documentais (de Biblioteca e Arquivo) na mesma Universidade e mais tarde tirou o Mestrado em Ciências Sociais – Território, Identidades e Património pelo ISCTE, com a tese A biblioteca escolar nas novas práticas educativas face à sociedade de informação: um estudo empírico no concelho de Viseu. Em fase de elaboração da tese está o Doutoramento em “Metodologia y Líneas de Investigación en Biblioteconomia y Documentación”, na Universidade de Salamanca. Na Guarda há um ano, Ana Pessanha explica que encarou o projecto da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço como um projecto aliciante. «Gosto de fazer coisas novas, gosto de apostas difíceis e sobretudo de desafios», refere. Por outro lado, a possibilidade de trabalhar com o público infantil era algo que há muito queria fazer. «Sempre quis trabalhar com uma biblioteca que tivesse secção infantil. Estive sempre em bibliotecas que não me deram essa possibilidade, todas ligadas ao Ensino Superior, que o público era “obrigado” a frequentar. Esta parte de cativar o público e de ter uma secção infantil era algo que eu perseguia há muito tempo e quem me conhece sabe disso», explica.
A nova biblioteca segundos os arquitectos José Gomes Fernandes e Pedro Gomes Fernandes, autores do Projecto:
1. A nova Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço localiza-se na Quinta do Alarcão, espaço verde com elevadas potencialidades ambientais e lúdicas e que comporta ainda o edifício do Centro de Estudos Ibéricos e um auditório de ar livre, valências complementares deste Parque Cultural e de Lazer. 2. A nova Biblioteca perpetua-se no nome de um grande pensador contemporâneo da cultura portuguesa, Professor Eduardo Lourenço, natural do distrito da Guarda e que à terra de origem doou o melhor do seu espólio de produção intelectual e cultural, que será acolhido nesta Instituição. 3. O conjunto de valências culturais centrado na Biblioteca Eduardo Lourenço gera uma teoria de percursos e acessos ao parque envolvente de funcionalidade múltipla, com apropriação dos espaços de lazer e descanso voltados para a leitura e contemplação da Natureza e uma relação funcional em que o livro se assume como pivot de dinamização de uma nova centralidade urbana. 4. O novo edifício desenvolve-se em dois pisos acima da cota de acesso de peões: O primeiro (r/chão), destinado à “secção infantil” da biblioteca, átrio de acesso, acolhimento e informação e sala polivalente, por seu lado de ligação também directa ao exterior, e ainda prumada vertical de acessos (escada e ascensor/monta-cargas) e instalações sanitárias. Contempla ainda uma pequena cafetaria ligada ao acesso. O segundo (1º andar), destinado à “secção de adultos”, com acesso pela prumada vertical de escada e ascensor/monta-cargas, contempla zonas de trabalho e de gestão técnico-administrativa e biblioteca de adultos com “um espaço único dividido por mobiliário” para definição das diversas zonas: consulta de periódicos; serviços de referência e informação à comunidade; auto-formação e aprendizagem à distância; empréstimo; consulta local e consulta de audiovisuais. Contempla ainda instalações sanitárias de público e pessoal. Na cave, com acesso pela plataforma inferior de serviço, localizam-se os “Serviços Internos”, com zonas de: Recepção/manutenção de documentos; depósito central; pessoal; cais de carga/descarga da biblioteca itinerante; Instalações sanitárias e arrumos. 5. A solução estrutural e construtiva valoriza o granito da região como material nobre, de fácil manutenção e elevado rigor estético, integrando os muros existentes como elementos de forte marcação urbana e arquitectónica. O betão aparente e os perfis metálicos de suporte e marcação de vãos são materiais construtivos encontrados para completar a opção arquitectónica adoptada. O edifício está dotado de todas as redes técnicas de infra-estruturas necessárias à melhor e mais moderna funcionalidade. 6. A solução arquitectónica respeita os princípios orientadores do “concurso de ideias” que levou o júri, na altura, a atribuir-lhe o “Primeiro prémio”, sendo a integração urbana da obra, no conjunto das três valências, conseguia no rigoroso respeito e valorização do parque verde existente e das suas valiosas e protegidas espécies arbóreas. A relação da obra com “o sítio”, princípio orientador da formulação da “ideia” inicial, pode considerar-se como um objectivo que o novo equipamento cultural alcançou e que as futuras vivências funcionais irão confirmar. 7. A nova Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço é um equipamento com potencial transformador de mentalidades e comportamentos e gerador de condições para um mais sustentado exercício de afirmação cívica e de cidadania dos egitanenses com a sua histórica cidade. A cultura do livro e da leitura como exercício de consolidação dos direitos e deveres de cidadania exige um comprometimento colectivo entre a autarquia e os cidadãos, que passa pela concretização de equipamentos deste nível mas só alcança os resultados desejados no modo e empenho com que os mesmos são desfrutados e merecedores do carinho e afecto por parte dos seus utilizadores. A obra de arquitectura é só um suporte gerador de maiores e melhores vivências individuais e colectivas e, colocada ao serviço dos cidadãos, no caso de obra pública como esta, terá razão e justificativo em função da capacidade e interesse destes no seu uso e apropriação.
Fonte do texto e fotos : Câmara Municipal da Guarda - 21-11-2008
"A cerimónia de inauguração que teve início às 15 horas contou com a presença do Presidente da República, Cavaco Silva, decorrendo em simultâneo a inauguração do espaço envolvente da biblioteca.
A nova biblioteca, do tipo BM2, localizada no centro da cidade, junto ao castelo, na margem direita do rio Almonda, é constituído por três pisos. Compreende uma sala de leitura geral, sala infanto-juvenil, sala de conto, mediateca, fundo local, espaços de convívio e de apoio ao leitor e vários gabinetes técnicos e administrativos. Acolhe ainda o arquivo municipal e um auditório com capacidade para cem pessoas.
A candidatura de Torres Novas à construção da nova biblioteca no âmbito do programa do Ministério da Cultura, teve aprovação no ano 1999. Desde o seu início a funcionar em instalações precárias e desadequadas, este projecto visava edificar instalações dignas para o trabalho estruturante na área cultural, a que a Câmara Municipal se propunha. O prazo necessário para a conclusão e inauguração da obra foi estimado no ano de 2000 em cinco anos. Tratava-se então de um investimento orçado em meio milhão de contos, e que teria um financiamento estatal na ordem dos 50 por cento. O edificio integral englobando a biblioteca, o arquivo municpal e o auditório possui uma área útil de 3200 metros quadrados e representa um investimento de 2,5 milhões de euros.
A biblioteca recebeu o nome de Gustavo Bivar Pinto Lopes, em homenagem ao fundador da primeira biblioteca-museu de Torres Novas, inaugurada em 1937." Esta biblioteca é a 172ª biblioteca da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) vai disponibilizar Biblioteca Digital sobre a fauna e flora portuguesa
terça-feira, novembro 25, 2008
Acabaram-se as desculpas para não conhecer a biodiversidade do país. A partir de qualquer local e em qualquer altura vai ser possível ler, gratuitamente, os 1500 documentos que o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) está a digitalizar e a colocar na Internet, com mais de 30 anos de informação sobre plantas, animais e áreas protegidas.
Paula Abreu, coordenadora do projecto, conta ter disponíveis, pelo menos, 500 relatórios e publicações até ao final do ano. Hoje ainda só estão acessíveis documentos sobre o Parque Nacional Peneda-Gerês e o Parque Natural de Montesinho. Na Biblioteca digital, organizada em áreas geográficas e áreas temáticas, já se pode ler sobre os cogumelos e a floresta natural da Peneda-Gerês, a vegetação do Rio Sabor e os moinhos de água de Vinhais, sobre o gato-bravo, o lobo, a lontra e os morcegos de Montesinho.
«É um trabalho muito exigente, tem de ser feito aos poucos», contou Paula Abreu. São 30 anos de trabalho na área da conservação da natureza, desde os antepassados do ICNB, como o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico (SNPRPP, criado em 1975), o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza (SNPRCN, 1983) e o Instituto de Conservação da Natureza (ICN, 1993).
Em 2006, o ICNB começou a visitar as 25 áreas protegidas do país e a estudar o seu arquivo central em Lisboa para reunir documentação dispersa. Muita informação apenas existia nas sedes de parques e reservas espalhadas pelo país. Ao mesmo tempo iniciou a digitalização de documentos produzidos ou promovidos pelo instituto.
«Há pessoas que nos pedem informação sobre aspectos específicos das áreas protegidas, mas são as plantas ameaçadas e plantas aromáticas as mais procuradas», comentou a bióloga Paula Abreu.
A ideia surgiu quando o ICNB passou a ter de enviar muita da documentação por correio electrónico a pessoas que não se podiam deslocar ao centro de documentação do ICNB, em Lisboa, ou que não tinham disponibilidade para ir às várias áreas protegidas procurar o que pretendiam.
Hoje, o centro de documentação está fechado ao público. «Está em reestruturação. Estamos a fazer um levantamento e a sistematizar a informação. Mas o que posso dizer é que vai ficar disponível, como complemento ao online», explicou.
Quando tiver boa parte dos seus documentos digitalizados, a Biblioteca digital pretende ainda solicitar a autorização a várias entidades para disponibilizar algumas obras históricas de referência. O ICNB já está «de olho» em duas: a “Expedição científica à serra da Estrela”, publicada em 1891 pela Sociedade da Geografia de Lisboa, e o livro “The Birds of Portugal”, do ornitólogo William Tait, de 1924. «Obras como estas são importantes ainda hoje, nomeadamente para conseguirmos saber como foi a evolução de determinada espécie ou área protegida. Tem interesse para a gestão», salientou.
Outra mais-valia que Paula Abreu lembrou é que «existem alguns estudos da década de 80 sobre muitas áreas protegidas que já estão esgotados».
Para o futuro, a biblioteca digital vai permitir a pesquisa por palavra-chave.
Nova Biblioteca Municipal da Nazaré será inaugurada dia 22 de Novembro
sábado, novembro 15, 2008
No dia 22 de Novembro, às 16 horas será inaugurada a nova Biblioteca Municipal da Nazaré integrante da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, do tipo BM1. O edifício irá prestar serviços de vanguarda não apenas na área do livro e da leitura, mas também em vertentes ligadas à tecnologia e ao conhecimento.
Caracterizada por uma ampla polivalência, assente na diferenciação de espaços com funções e públicos-alvo específicos (sala infantil/juvenil, sala de adultos, etc.), a nova Biblioteca Municipal da Nazaré oferece, ainda, uma Bébéteca (espaço de aprendizagem activa para bebés e crianças dos 0 aos 3 anos), uma Bedeteca (espaço dedicado à banda desenhada), uma cinemateca e uma fonoteca.
A nova infra-estrutura foi concebida para funcionar como um convite irrecusável à sua utilização, caracteriza-se pela sobriedade arquitectónica, com recurso a materiais nobres como o vidro, a madeira e o metal, privilegiando a transparência, a iluminação natural e a amplitude das áreas, de que o átrio e escadarias de acesso às salas são exemplos.
Na sala de adultos, existirá uma zona reservada ao Fundo Local e ao Fundo das Ciências do Mar. Os utilizadores com necessidades especiais também não foram esquecidos. Para eles haverá uma área de trabalho equipada com computadores adaptados e um fundo documental de leitura especial, nomeadamente obras em Braille.
A divulgação, animação cultural e promoção da leitura através da dinamização de iniciativas relacionadas com o livro (hora do conto, ateliers, encontros com escritores ou espectáculos) são alguns dos objectivos da nova Biblioteca Municipal que pretende ser um pólo de conhecimento, de cultura, de saber e de modernidade, assumindo, ainda, um papel de mediação e de aproximação a públicos alargados.
Auditório e planetário serão duas das valências do edifício
Esta infra-estrutura, financiada pela Câmara Municipal da Nazaré, pelo Estado Português através do programa de apoio à rede nacional de bibliotecas públicas e por fundos comunitários, terá ainda outras valências, nomeadamente o Espaço Internet (incluindo sala de acesso wireless), um Auditório com 90 lugares e um Planetário, onde serão desenvolvidas actividades de promoção da cultura científica, salas de formação e salas de reunião.
A nova Biblioteca Municipal da Nazaré, situada na Avenida do Município, localiza-se numa área para onde se perspectiva a expansão da malha urbana da vila, em relação estreita com outros equipamentos culturais de grande modernidade. A edificação da Biblioteca representa um investimento de 1,6 milhões de euros.
Cerimónia de inauguração. A Secretária de Estado da Cultura, Paula Fernandes dos Santos, preside no próximo sábado, 22 de Novembro, pelas 16 horas, à cerimónia de inauguração do novo edifício da Biblioteca Municipal da Nazaré. A cerimónia de inauguração da Biblioteca Municipal da Nazaré, aberta a toda a população, incluirá uma visita guiada às instalações e a apresentação do plano de actividades a dinamizar, pelo director da Biblioteca, Jorge Lopes.
Em simultâneo, os convidados poderão assistir a intervenções de animação cultural dos diferentes espaços do edifício, levadas a cabo por alunos das escolas de Dança e de Música da Academia Municipal das Artes e pelo Rancho Tá-Mar Infantil da Nazaré. O programa da inauguração da nova Biblioteca Municipal da Nazaré inclui a abertura da exposição de fotografia “A Nazaré de Artur Pastor”, que estará patente no átrio da Biblioteca Municipal até 31 de Dezembro. Esta exposição apresenta uma selecção da imensa obra fotográfica produzida por Artur Pastor que, sobretudo na década de 50, contribuiu determinantemente para a projecção nacional e internacional da Nazaré e dos seus modos de vida.
Paralelamente, estarão em mostra algumas miniaturas de embarcações tradicionais da Nazaré, usadas pela comunidade piscatória na faina que a objectiva de Artur Pastor genialmente capturou.
Fonte do texto e imagem(acima) : Câmara Municipal de Nazaré
Esta biblioteca é uma das várias bibliotecas municipais portuguesas da RNBP que se encontram concluídas há considerável tempo, mas por uma ou outra razão infelizmente não são abertas para usufruto das comunidades e a elas disponibilizarem os seus serviços e produtos. Ou por razões de calendário eleitoral, ou por falta de pagamento do Ministério da Cultura (via DGLB) às autarquias das verbas inicialmente acordadas; a verdade é que as populações restam seriamente prejudicadas. Ainda há poucos dias o Ministro da Cultura, António Pinto Ribeiro, expressou o seguinte: «Já não aguento chegar a uma autarquia e a primeira coisa que me diz o presidente é que lhe devo 1,2 milhões de euros da Biblioteca municipal que fez mas cuja contrapartida nacional nunca chegou. Caramba! Estava orçamentada. Porque é que [os anteriores ministros da Cultura] não pagaram [às autarquias]? O Ministério da Cultura não tem credibilidade». Este é largamente um dos factores que mais concorre para prejudicar a actividade do Ministério da Cultura junto das autarquias.
No caso da Biblioteca Municipal da Nazaré, esta já se encontra concluída há dois anos, mas não foi inaugurada desde então porque a Câmara temia perder os fundos públicos que estão atrasados. A obra custou 1,6 milhões de euros e os atrasos no pagamento de 600 mil euros da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas impediram a inauguração da biblioteca.
Biblioteca Municipal de Vila Real promove regularmente, a partir do dia 12 de Novembro, um atelier de restauro e conservação de livros antigos.
quarta-feira, novembro 12, 2008
A Biblioteca Municipal de Vila Real passa a promover regularmente, a partir do dia 12 de Novembro, um atelier de restauro e conservação de livros antigos.
“A minha turma salva um livro” é uma actividade dirigida a crianças do Ensino Básico que visa divulgar a importância da conservação dos livros como fonte de memória e património literário. “A minha turma salva um livro” é uma actividade prática, com as crianças a participarem no processo de manutenção dos livros do Fundo Antigo da Biblioteca Municipal, desde a limpeza à catalogação e ao acondicionamento no depósito de conservação. Pretende-se que, neste atelier, os alunos aprendam os conceitos fundamentais de preservação a que os livros centenários são submetidos. Desta vez, os “pequenos restauradores” têm a oportunidade de manusear com todo o cuidado duas primeiras edições dos sermões do Padre António Vieira, justamente numa altura em que se comemoram os 400 anos do seu nascimento.
Grande parte do Fundo Antigo da Biblioteca Municipal de Vila Real resulta dos acervos dos Conventos de São Francisco e de São Domingos, extintos em 1834. Cinco anos mais tarde, é criada a Biblioteca Pública de Vila Real, uma das mais antigas do País. No seu novo edifício, inaugurado em 2006, a Biblioteca reúne já perto de 50 mil livros.
Pólo de Cheleiros da Biblioteca Municipal de Mafra será inaugurado dia 24 de Novembro.
quarta-feira, novembro 22, 2006
"Na próxima sexta-feira, dia 24, inaugura o Pólo de Cheleiros da Biblioteca Municipal de Mafra. O espaço é inaugurado às 16h00, pelo Presidente da autarquia, José Ministro dos Santos. Segue-se uma visita às instalações, situadas no edifício da Junta da Freguesia de Cheleiros. O pólo de Cheleiros da Biblioteca Municipal de Mafra surge, segundo a autarquia, «no âmbito da sua política de descentralização cultural». «Tornar a cultura acessível a todos os cidadãos» é um dos objectivos deste pólo.
Dedicado à leitura, é constituído por um acervo de cerca de 3000 livros, um núcleo de publicações periódicas, vídeos e cd-roms. Este novo espaço conta ainda com um sector infantil, juvenil e multimédia. Segundo dados da autarquia, à semelhança do que sucede nas demais Bibliotecas da rede concelhia, “a Câmara Municipal vai organizar, periodicamente, actividades de extensão cultural variadas”.
Para usufruir dos serviços do pólo de Cheleiros da Biblioteca Municipal de Mafra, deverá fazê-lo no seguinte horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00; encerra aos sábados, domingos e feriados."
Morada: Pólo de Cheleiros da Biblioteca Municipal de Mafra: Largo da Junta, n.º 2 2640-170 Cheleiros.
Biblioteca Pública Regional da Madeira promove iniciativas para a comunidade, até final do ano
terça-feira, novembro 07, 2006
"Até ao final deste ano, a Biblioteca Pública Regional da Madeira (BPR) promove várias actividades, não só de preservação e divulgação do seu património bibliográfico, mas também de interacção com a comunidade em geral, sensiblizando-a para diversas temáticas.
Neste âmbito, nos dias 8 e 15 deste mês, pelas 15h00, no auditório da BPR, a empresa Saúde Moniz vai abordar os temas: “Saúde com exercício físico para idosos” e “Vida activa, Coração Saudável”. As palestras vão ser proferidas por Marília Andrade, licenciada em Educação Física e Desporto-ramo prescrição do exercício.
A assistir estarão idosos da Santa Casa da Misericórdia de Machico. “Tabagismo e actividade física” é o tema que estará em debate na BIblioteca Pública dia 17 de Novembro, pelas 14h00, Dia Mundial do não fumador. Nesta iniciativa, estarão presentes alunos das escolas: Básica e Secundária de São Roque, Escola Gonçalves Zarco e Escola Básica e Secundária da Ribeira Brava.
O Dia Mundial da Sida será assinalado a 4 e 6 de Dezembro, pelas 10h00, no auditório da Biblioteca Pública, onde a Delegação Regional Fundação Portuguesa Contra a Sida apresentará acções de sensiblização que vsiam alertar os mais jovens para esta problemática. Para este encontro, a Escola Básica e Secundária do Carmo, de Câmara de Lobos, já confirmou a sua presença. Todas estas iniciativas são abertas ao público".
Novo Portal de Pesquisa (simultânea) dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho
terça-feira, outubro 24, 2006
"O Portal de Pesquisa dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho é um novo serviço da secção Biblioteca Digital, que visa reunir os vários recursos de pesquisa bibliográfica e informativa disponíveis online. Reúne o catálogo bibliográfico das bibliotecas U.M., o RepositóriUM, as diversas bases de dados subscritas no âmbito da b-on, os restantes recursos subscritos pela Universidade do Minho e outros recursos seleccionados, disponíveis em acesso livre na web.
Para além das funções de reunião, organização e acessibilidade dos recursos de pesquisa bibliográfica e informativa, o Portal de Pesquisa é também um sistema integrador, que facilita a pesquisa simultânea em vários recursos. Embora, por razões técnicas, nem todos os recursos possam ser pesquisados a partir da interface do Portal de Pesquisa, a maioria destes encontra-se integrada. Qualquer um dos recursos pode ser pesquisado a partir da sua própria interface original.
No novo portal, os utentes autenticados (usando as mesmas credenciais que utilizam no catálogo bibliográfico) podem ainda gerir uma área pessoal, que possibilita a criação personalizada de conjunto(s) de recursos, de uma lista de revistas favoritas, guardar registos de documentos em pastas pessoais, guardar o histórico de pesquisas e activar alertas bibliográficos.